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  NOTÍCIAS
 
21/11/2014 - 14:04h
Crimes como coação e intimidação também são denunciados contra o Ibama pelos criadores em Pelotas

Por: Álvaro Guimarães 

Uma operação de combate ao tráfico e falsificação de registros de aves silvestres desencadeada pelo Ibama no Sul do Estado desde a última segunda-feira terminou com uma denúncia de crime ambiental contra o órgão encarregado de proteger a flora e a fauna brasileira. Os autores da denúncia são criadores de pássaros de Pelotas, que acusam os agentes de apreender as aves adultas e deixar ovos e filhotes para morrer dentro dos criatórios. O caso foi registrado na Delegacia da Polícia Federal e está sendo investigado pela equipe do delegado Rafael Mardini.

Ao parar diante da chocadeira onde seis filhotes de cardeais tentam sobreviver sem o calor e os cuidados da mãe, o bancário aposentado Antônio Carlos Barros, 58, não consegue conter o choro. "Por que eles fizeram isso? Os passarinhos não têm culpa de nada", lamenta com as mãos na cabeça. Criador registrado desde a fundação do Ibama, em 1989, Barros é tido como referência no Brasil e na América do Sul quando o assunto é cruzamento genético de cardeais. Após 18 anos de pesquisa conseguiu reproduzir em cativeiro um cardeal negro, além de cardeais dourados e pérola, mesmo assim teve mais de 70 aves apreendidas. Pelo menos 15 filhotes de várias espécies foram deixados para trás, além de dezenas de ovos. Nos outros dez criatórios da cidade, que foram alvo da operação, a situação não é diferente.

Arbitrariedades
A denúncia dos criadores, no entanto, vai além do crime ambiental. Coação, intimidação, invasão e revista de domicílios sem apresentação de mandado judicial, danos aos viveiros e até roubo de gaiolas fazem parte das queixas dos criadores. "Eles (os agentes) não fiscalizaram nada. Não olharam a documentação das aves simplesmente arrebentaram os viveiros e levaram tudo. Alguns animais até fugiram e acabaram voltando no final do dia", conta o advogado Carlos Augusto Ávila, que também é criador de pássaros.

 Filhotes e ovos foram deixados para morrer nos criatórios após apreensão de aves adultas; Ibama só irá se manifestar sobre o caso quando for notificado pela Polícia Federal Filhotes estão em incubadoras, mas nem todos resistem

O que diz o Ibama
No final da tarde desta quinta-feira (20) o chefe de gabinete da Superintendência do Ibama no Rio Grande do Sul, Maurício Souza disse que o órgão só irá se manifestar sobre o caso quando for notificado pela Polícia Federal. Na sexta-feira, em Rio Grande, será realizada uma entrevista coletiva para apresentar os resultados da operação da qual também participaram a Brigada Militar, Polícia Federal e Secretaria Estadual de Meio Ambiente.


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